Traqueostomia: Quando é indicada e quais cuidados exige
A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na traqueia para facilitar a respiração, podendo ser temporária ou definitiva. Apesar de parecer complexa, essa intervenção salva vidas e pode proporcionar maior conforto respiratório para o paciente.
Neste artigo, você vai descobrir quando a traqueostomia é indicada, seus cuidados e quais são as principais recomendações para manter a saúde e segurança após o procedimento.
Continue a leitura para aprender mais sobre o assunto.
O que é a traqueostomia
A traqueostomia é um procedimento cirúrgico no qual se cria uma
abertura na traqueia, na região anterior do pescoço, para permitir a
entrada de ar diretamente nos pulmões. Essa abertura recebe uma cânula, que funciona como uma via respiratória alternativa. Pode ser indicada de forma planejada, quando há tempo para avaliação prévia, ou em situações de urgência, quando há risco imediato para a vida.
Há dois tipos principais:
Traqueostomia temporária: utilizada quando a causa que levou à obstrução ou à necessidade de suporte respiratório pode ser revertida.
Traqueostomia definitiva: indicada em casos sem perspectiva de reversão, como em algumas doenças neuromusculares ou tumores em estágio avançado.
Traqueostomia: Quando é indicada
Esse procedimento pode ser necessário em diferentes cenários clínicos, como:
- Obstruções das vias aéreas superiores causadas por tumores, estreitamentos (estenoses) ou inflamações graves.
- Necessidade de ventilação mecânica prolongada, geralmente por mais de 7 a 14 dias.
- Traumas no
rosto ou no pescoço que impeçam a passagem adequada de ar.
- Doenças neuromusculares que comprometem a força dos músculos respiratórios.
- Pacientes acamados com acúmulo frequente de secreções nas vias respiratórias.
A traqueostomia, quando indicada de forma adequada, pode diminuir complicações relacionadas à intubação prolongada, melhorar o conforto do paciente e facilitar o processo de retirada do ventilador mecânico.
Como é realizada a traqueostomia
O procedimento é feito em
ambiente hospitalar, sob anestesia geral na maioria dos casos, ou anestesia local em situações emergenciais.
A traqueostomia começa com uma higienização da área e aplicação de anestesia. Então é feita uma pequena incisão na pele e nos tecidos até alcançar a traqueia, realizando uma abertura de um ou mais anéis traqueais de forma controlada.
É feita a inserção e fixação da cânula de traqueostomia, e a verificação imediata da ventilação e da oxigenação do paciente.
A cirurgia costuma durar entre
20 e 45 minutos, variando de acordo com a complexidade de cada caso.
Benefícios da traqueostomia
Entre os principais ganhos para o paciente, estão:
- Redução do desconforto causado por tubos na boca ou no nariz.
- Possibilidade de comunicação e fala, com uso de dispositivos específicos.
- Maior facilidade para remover secreções e manter a higiene das vias aéreas.
- Menor risco de lesões nas cordas vocais e na laringe.
- Mais conforto e mobilidade, favorecendo a reabilitação precoce.
Cuidados imediatos após o procedimento
O pós-operatório inicial
exige atenção constante, tanto da equipe médica quanto do paciente ou cuidador. Alguns cuidados incluem:
- Manter a cânula desobstruída por meio da aspiração de secreções sempre que necessário.
- Limpar diariamente a pele ao redor da abertura.
- Garantir que o ar esteja adequadamente umidificado para evitar ressecamento.
- Observar sinais de infecção, como vermelhidão, dor ou secreção com odor.
Cuidados domiciliares e manutenção a longo prazo
Quando o paciente recebe alta, é essencial seguir um protocolo de higiene e manutenção, como:
- Trocar a cânula dentro dos prazos e orientações médicas.
- Usar filtros ou válvulas para proteger as vias respiratórias.
- Evitar que entre água na cânula durante o banho.
- Adaptar a alimentação, caso haja dificuldade para engolir.
O
treinamento do cuidador e a comunicação regular com o médico são fundamentais para evitar complicações e garantir segurança.
Traqueostomia e qualidade de vida
Quando bem indicada e acompanhada, a traqueostomia
pode melhorar significativamente a respiração, a qualidade do sono e o bem-estar do paciente. Em alguns casos, ela permite retomar atividades do dia a dia e reduz hospitalizações relacionadas a problemas respiratórios.
Nos pacientes em que a traqueostomia foi feita com intuito temporário o orifício de entrada da cânula se fechará espontaneamente em poucos dias após a retirada da mesa, sem necessidade de uma nova cirurgia.
Prognóstico e possibilidade de reversão
O tempo de uso da traqueostomia depende diretamente da
causa que motivou o procedimento. Em doenças reversíveis, a retirada da cânula pode ocorrer em
semanas ou meses. Já em condições crônicas, pode ser necessária de forma permanente.
Perguntas frequentes
O que é traqueostomia?
A traqueostomia é um procedimento cirúrgico que cria uma abertura na traqueia, permitindo a entrada de ar diretamente nos pulmões por meio de uma cânula.
Em que situações a traqueostomia deve ser realizada?
A traqueostomia é indicada quando há obstrução das vias aéreas, necessidade de ventilação mecânica prolongada ou doenças que afetam a respiração.
Porque o paciente entubado tem que fazer traqueostomia?
Pacientes intubados por mais de 7 a 14 dias podem precisar de traqueostomia para reduzir lesões nas vias aéreas e facilitar o desmame da ventilação.
Quais são as indicações para traqueostomia?
Incluem tumores ou estenoses das vias aéreas, doenças neuromusculares, traumas faciais ou cervicais e aspiração frequente de secreções.
A traqueostomia pode ser temporária ou permanente?
Sim. Pode ser temporária, quando há expectativa de reversão da condição clínica que levou a necessidade de sua realização, ou definitiva, em casos doenças irreversíveis, como certas doenças crônicas ou neoplasias de vias aéreas superiores..
Como é realizada a traqueostomia?
O procedimento é feito no hospital, sob anestesia, com incisão no pescoço até a traqueia, seguida da colocação e fixação da cânula.
Quais são os principais cuidados após a traqueostomia?
É essencial manter a cânula limpa, aspirar secreções quando necessário, higienizar a pele ao redor e monitorar sinais de infecção.
Quem pode cuidar de um paciente com traqueostomia em casa?
O cuidado pode ser feito pelo próprio paciente, familiar ou por um cuidador treinado, seguindo rigorosamente as orientações médicas.
Em quais casos a traqueostomia é definitiva?
Quando a causa da obstrução ou insuficiência respiratória é irreversível, como em doenças neuromusculares graves ou tumores avançados.
É possível reverter a traqueostomia?
Sim, em casos reversíveis, a cânula pode ser retirada e a abertura fechada após a recuperação da função respiratória.
O que é melhor, traqueostomia ou intubação?
A escolha depende do tempo de suporte respiratório. Para curtos períodos, prefere-se a intubação; para longos períodos, a traqueostomia é mais segura.
Quais são os riscos e benefícios da traqueostomia?
Benefícios: melhora do conforto, menor lesão das vias aéreas, facilidade na higiene. Riscos: infecção, sangramento e obstrução da cânula.
Quais são as sequelas da traqueostomia?
Podem incluir alterações na voz, cicatrizes, estenose traqueal ou dificuldade para engolir, especialmente em uso prolongado.
É possível um paciente voltar ao normal depois de uma traqueostomia?
Sim, quando a causa é reversível, a cânula pode ser retirada e a respiração normal restabelecida, com fechamento espontâneo do orifício.
Quem usa traqueostomia pode comer pela boca?
Na maioria dos casos, sim, mas alguns pacientes precisam de acompanhamento fonoaudiológico para evitar engasgos e aspiração.
Quem faz traqueostomia pode respirar pelo nariz?
A respiração principal é pela cânula, mas parte do ar pode passar pelo nariz em casos específicos ou com uso de válvulas especiais.
Quem tem traqueostomia ainda pode falar?
Alguns pacientes conseguem falar usando válvulas de fala, após treinamento e conforme a condição clínica permitir.
Quanto tempo dura a cirurgia de traqueostomia?
Em média, entre 20 e 45 minutos, podendo variar conforme a complexidade e as condições do paciente.
A cirurgia de traqueostomia é perigosa?
Como todo procedimento cirúrgico, envolve riscos, mas quando bem indicada e realizada, seus benefícios costumam superar os perigos.
Como a voz fica depois de uma traqueostomia?
Pode haver mudanças temporárias ou permanentes, mas dispositivos adequados e terapia fonoaudiológica ajudam na recuperação da fala.
Como saber se a cânula da traqueostomia está obstruída?
Sinais como dificuldade para respirar, sons incomuns ao inspirar, tosse persistente ou queda da saturação de oxigênio indicam possível obstrução.
É possível viajar de avião com traqueostomia?
Sim, mas é necessário liberação médica, cuidados extras com a umidificação do ar e garantir que todos os materiais para manutenção estejam disponíveis.
Como prevenir o ressecamento das vias respiratórias na traqueostomia?
Usar umidificadores, nebulizações e dispositivos como filtros trocadores de calor ajuda a manter a umidade adequada.
Quais sinais indicam infecção na traqueostomia?
Vermelhidão, dor, inchaço, secreção com mau odor ou febre podem indicar infecção e devem ser avaliados rapidamente pelo médico.
É possível tomar banho normalmente com traqueostomia?
Sim, mas é fundamental evitar que água entre na cânula, usando protetores específicos e mantendo a cabeça inclinada para trás.
Cirurgia torácica em São Paulo | Dra. Letícia Lauricella
A traqueostomia é um procedimento seguro e eficaz
quando bem indicado, trazendo benefícios significativos para pacientes que necessitam de ventilação prolongada ou apresentam obstruções nas vias aéreas. Conhecer quando a traqueostomia é indicada e adotar cuidados adequados são passos fundamentais para garantir recuperação e qualidade de vida.
Se você ou um familiar recebeu essa indicação,
converse com um especialista para esclarecer dúvidas e receber orientações personalizadas.
Você já conhecia todos esses aspectos sobre a traqueostomia ou ainda tem dúvidas sobre como ela poderia ajudar no seu caso?
Se você está em busca de um especialista em cirurgia torácica, sou a Dra. Leticia Lauricella, formada em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e especialista em Cirurgia Torácica pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e proctor de cirurgia torácica robótica no Einstein Hospital Israelita. Atuo em hospitais em São Paulo, e tenho como objetivo oferecer aos meus pacientes as
opções mais avançadas e eficazes de tratamento, ao mesmo tempo em que busco contribuir para o avanço da ciência médica por meio da pesquisa. Para mais informações navegue no
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