Fratura de costelas: Quando é preciso fazer fixação com placas

Letícia Lauricella • December 30, 2025

A fratura de costelas é uma lesão comum após traumas torácicos, que pode variar de casos simples, tratados apenas com repouso e analgesia, a situações graves que comprometem a respiração e exigem intervenção cirúrgica. Em determinadas circunstâncias, a fixação com placas torna-se a melhor opção para estabilizar o tórax, reduzir a dor e acelerar a recuperação.


Neste artigo, vamos explicar em quais casos a cirurgia é indicada, como é realizada, quais são seus benefícios e quais cuidados o paciente deve ter no pós-operatório.
Continue a leitura para entender cada detalhe.


O que é uma fratura de costelas


A fratura de costelas acontece quando
um ou mais ossos que formam o arco costal sofrem uma quebra parcial ou total. Essa lesão geralmente surge após um impacto direto na região, compressão do tórax ou esforço físico intenso.


As causas mais frequentes incluem acidentes de trânsito, quedas, esportes de contato e traumas torácicos de alta energia.


Entre os
sintomas mais comuns estão dor intensa ao respirar, inchaço na área afetada, sensação de estalos ou crepitação ao toque e dificuldade para expandir o tórax.


A maioria dos casos pode ser tratada com
acompanhamento médico e controle da dor, sem necessidade de cirurgia. No entanto, existem situações específicas em que a fixação com placas é a alternativa mais segura e eficaz.


Quando a fratura de costelas exige fixação com placas


Nem toda fratura de costela precisa ser operada. A cirurgia é indicada quando há
risco à função respiratória, instabilidade da caixa torácica ou potencial para complicações graves. Entre os principais cenários que justificam a fixação cirúrgica estão:


Tórax instável
: quando várias costelas consecutivas estão quebradas em dois ou mais pontos, causando movimento paradoxal durante a respiração.


Fraturas múltiplas e deslocadas
: ossos que perderam o alinhamento e dificultam a ventilação pulmonar adequada.


Lesão com risco interno:
quando a fratura ameaça perfurar pulmão, vasos sanguíneos ou outros órgãos.


Dor intensa e persistente:
que não melhora com medicação e impede a respiração profunda, aumentando o risco de pneumonia.


Associação com outras cirurgias torácicas
: como reparos de lesões cardíacas ou pulmonares, permitindo tratar tudo no mesmo ato cirúrgico.


Nessas condições, a fixação com placas pode
reduzir pela metade o tempo de internação e acelerar a recuperação.


Como é feita a fixação com placas


A cirurgia é realizada em
centro cirúrgico, com anestesia geral. O procedimento segue etapas bem definidas.


É realizada uma
pequena incisão sobre a região da fratura, então é feito o alinhamento correto dos fragmentos quebrados. A fixação do osso é feita com placas de titânio que são presas à costela com parafusos específicos. 


A duração da cirurgia varia entre
1 e 3 horas, dependendo do número de costelas envolvidas e da complexidade do caso.


Benefícios da fixação com placas


Quando indicada corretamente, a fixação cirúrgica da fratura de costelas oferece benefícios importantes:


  1. Maior estabilidade da caixa torácica
  2. Alívio rápido e duradouro da dor
  3. Melhora da função respiratória
  4. Menor risco de complicações como pneumonia e atelectasia
  5. Retorno mais rápido às atividades cotidianas


Pacientes submetidos a esse tipo de reparo têm
menor necessidade de ventilação mecânica prolongada.


Cuidados no pós-operatório


A recuperação exige
disciplina e acompanhamento especializado. Entre as medidas recomendadas estão:


  • Controle adequado da dor para facilitar a respiração e movimentação.
  • Fisioterapia respiratória, essencial para expandir os pulmões e evitar complicações.
  • Restrição de esforço físico até liberação médica.
  • Consultas de acompanhamento para verificar a cicatrização óssea e a integridade das placas.


O tempo médio para consolidação completa da fratura varia
entre 6 e 8 semanas. No entanto, a retomada de atividades mais intensas deve ser gradual.


Prognóstico após a fixação


Na maioria dos casos
, o paciente consegue recuperar plenamente a função respiratória e a qualidade de vida. Quando a cirurgia é indicada para casos de instabilidade torácica, ela reduz sequelas e encurta o período de internação hospitalar.


Quando buscar atendimento médico urgente


Alguns sinais indicam que a fratura pode ter se
agravado ou causado complicações:


  • Falta de ar intensa
  • Dor que piora rapidamente
  • Tosse com presença de sangue
  • Sensação de instabilidade ou “afundamento” no tórax


Esses sintomas podem indicar condições graves, como hemotórax ou
pneumotórax, e exigem atendimento imediato.


Perguntas frequentes


  • O que é uma fratura de costelas?

    É a quebra parcial ou completa de um ou mais ossos que formam a caixa torácica, geralmente causada por traumas diretos, quedas ou acidentes.


  • Quais são os sintomas de uma costela fraturada?

    Dor intensa ao respirar ou se mover, sensibilidade na região, inchaço e, em alguns casos, crepitação óssea ao toque.


  • O que fazer quando se tem fratura de costela?

    Procurar atendimento médico, controlar a dor, evitar esforços físicos e seguir orientações para prevenir complicações respiratórias.


  • Toda fratura de costelas precisa de cirurgia?

    Não. A maioria é tratada com acompanhamento clínico e controle da dor. A fixação com placas é indicada apenas em casos específicos.


  • Quando a fratura de costelas exige fixação com placas?

    Quando há instabilidade torácica, fraturas múltiplas e deslocadas, risco de perfuração de órgãos, dor intensa que impede respiração adequada ou associação com outras cirurgias torácicas.


  • O que é tórax instável e por que é grave?

    É quando várias costelas consecutivas se quebram em mais de um ponto, causando movimento paradoxal na respiração e comprometendo a ventilação pulmonar.


  • Como é feita a fixação com placas na fratura de costelas?

    O cirurgião reposiciona os fragmentos ósseos e fixa placas de titânio com parafusos específicos para estabilizar a costela e melhorar a função respiratória.


  • Quais são os benefícios da fixação com placas?

    Estabilidade imediata do tórax, alívio rápido da dor, melhora da respiração, prevenção de complicações pulmonares e recuperação mais rápida.


  • Quais os riscos de fratura na costela?

    Lesões em pulmões, vasos sanguíneos ou outros órgãos internos, além de risco de pneumotórax ou hemotórax em casos graves.


  • Quais são as complicações de uma fratura de costela?

    Pneumonia, dificuldade respiratória, dor crônica e, em casos graves, lesões internas potencialmente fatais.


  • Quais são as sequelas de uma costela quebrada?

    A maioria se recupera bem, mas pode haver dor persistente, rigidez torácica ou deformidade residual.


  • Quanto tempo demora a recuperação de fratura na costela?

    Geralmente de 6 a 8 semanas, variando conforme a gravidade, idade do paciente e adesão ao tratamento.


  • Quando procurar atendimento médico urgente em casos de fratura de costelas?

    Se houver falta de ar intensa, dor crescente, tosse com sangue ou sensação de afundamento no tórax, pois podem indicar complicações graves.


  • O que acontece se uma fratura de costelas não consolidar corretamente?

    Pode haver dor crônica, limitação respiratória e deformidades torácicas que afetam a qualidade de vida e a função pulmonar.


  • A fixação com placas interfere na expansão dos pulmões?

    Não. Pelo contrário, a estabilização da costela favorece a respiração profunda e reduz o risco de complicações pulmonares.


  • É possível sentir as placas após a cirurgia?

    Em alguns casos, é possível sentir discretamente a presença das placas ao toque, mas isso não costuma causar desconforto significativo.


  • As placas usadas na fixação precisam ser retiradas depois?

    Geralmente não. Elas são feitas de titânio e podem permanecer no corpo sem causar problemas, salvo em casos de complicações.


  • Atletas podem voltar a competir após a fixação de costelas?

    Sim, desde que respeitado o tempo de recuperação e liberação médica, evitando impactos diretos na região até a consolidação completa.



Cirurgia torácica em São Paulo | Dra. Letícia Lauricella


A fratura de costelas é uma lesão que, na maioria das vezes, pode ser tratada de forma conservadora. No entanto, em casos de múltiplas fraturas, instabilidade torácica ou risco de complicações respiratórias, a fixação com placas é uma alternativa eficaz para garantir
estabilidade, reduzir a dor e acelerar a recuperação.


Se você ou alguém próximo sofreu uma lesão no tórax,
procure avaliação médica especializada para determinar o tratamento mais adequado. Em situações como essa, agir rapidamente pode fazer toda a diferença.


Você sabia que, em muitos casos, tratar a fratura de costelas precocemente evita complicações respiratórias graves no futuro?


Se você está em busca de um especialista em cirurgia torácica, sou a
Dra. Leticia Lauricella, formada em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e especialista em Cirurgia Torácica pela  Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e proctor de cirurgia torácica robótica no Einstein Hospital Israelita. Atuo em hospitais em São Paulo e tenho como objetivo oferecer aos meus pacientes as opções mais avançadas e eficazes de tratamento, ao mesmo tempo em que busca contribuir para o avanço da ciência médica por meio da pesquisa. Para mais informações navegue no site ou para agendar uma consulta clique aqui.


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