Empiema pleural: quando é necessária cirurgia?

Letícia Lauricella • August 18, 2026

Por Dra. Letícia Lauricella, especialista em cirurgia torácica, CRM-SP 115832 e RQE 66992.


Quando é necessária cirurgia do empiema pleural?

A cirurgia no empiema pleural é necessária quando o tratamento clínico não consegue controlar a infecção. Isso costuma acontecer quando o pus está espesso, há formação de septações ou o pulmão não consegue se expandir adequadamente. Também é indicada quando a drenagem com tubo não funciona ou quando o quadro já está em fase mais avançada. Nesses casos, a cirurgia permite remover o material infeccioso e liberar o pulmão. A decisão é individualizada e baseada nos exames e na evolução clínica do paciente.


Introdução


O empiema pleural é uma condição que pode gerar dúvidas e preocupação, especialmente quando envolve a possibilidade de cirurgia. Trata-se de uma infecção no espaço pleural levando ao acúmulo de pus. Em alguns casos, o tratamento clínico é suficiente, mas em outros, a abordagem cirúrgica se torna necessária para resolver o problema.


Neste artigo, você vai entender o que é o empiema pleural, como ele se desenvolve, quais são os sinais de alerta e, principalmente, em quais situações a cirurgia é indicada.
Continue a leitura para compreender melhor esse quadro e suas opções de tratamento.


O que é empiema pleural


O empiema pleural é uma infecção em que ocorre
acúmulo de pus dentro do espaço pleural (região localizada entre o pulmão e a parede torácica).


Como ele se desenvolve


Em condições normais, esse espaço contém uma pequena quantidade de líquido que facilita o movimento dos pulmões durante a respiração. Quando há infecção, esse líquido pode se transformar em uma
secreção espessa, dificultando a expansão pulmonar.


Relação com outras condições


O empiema pleural geralmente aparece como complicação de situações como:


  • Pneumonia
  • Infecções pulmonares
  • Cirurgias no tórax
  • Traumas torácicos


Fases do empiema pleural


O empiema pleural evolui ao longo de etapas, e isso interfere diretamente na forma de tratamento.


Fase inicial


  • Presença de líquido mais fluido
  • Menor carga infecciosa
  • Melhor resposta ao tratamento clínico


Fase intermediária


  • Formação de secreção mais espessa
  • Surgimento de compartimentos internos no líquido
  • Dificuldade para drenagem adequada


Fase avançada


  • Formação de uma camada espessa envolvendo o pulmão
  • Limitação da expansão pulmonar
  • Maior chance de necessidade de cirurgia


Assista ao vídeo: O que são doenças da Pleura?



Sintomas do empiema pleural


Os sintomas podem variar de acordo com a evolução do quadro sendo os mais comuns:


  • Febre persistente
  • Dor no tórax
  • Falta de ar
  • Tosse
  • Cansaço


Tendo como
sinais de alerta a piora progressiva da respiração, dor ao respirar e a ausência de melhora com antibióticos.


Esses sinais indicam a necessidade de reavaliação médica.


Como é feito o diagnóstico


O diagnóstico do empiema pleural envolve análise clínica e exames complementares.


Os exames de imagem costumam ser a radiografia de tórax e a tomografia computadorizada.


A
tomografia permite avaliar melhor a extensão da infecção e identificar áreas compartimentadas.


Avaliação do líquido pleural


A
drenagem do conteúdo permite analisar:


Presença de secreção purulenta;

Tipo de bactéria envolvida;

Intensidade do processo inflamatório.


Essas informações ajudam a orientar o tratamento.


Tratamento do empiema pleural


A abordagem
depende da fase da doença e das condições do paciente.


Nas fases iniciais, realiza-se o
tratamento clínico, que pode incluir o uso de antibióticos, a drenagem através de tubo torácico, além disso, fisioterapia respiratória.


Quando o tratamento clínico não é suficiente


Em algumas situações, a resposta ao tratamento inicial não é adequada. 


Isso pode ocorrer quando a secreção está mais espessa, existem múltiplas áreas isoladas dentro da cavidade e há formação de membranas que impedem a expansão do pulmão.


Quando a cirurgia é necessária no empiema pleural


A cirurgia passa a ser indicada quando o tratamento clínico não consegue resolver o quadro, tendo como objetivos a remoção do material infeccioso, permitir que o pulmão volte a expandir, e reduzir a inflamação local.


Principais indicações:


  • Falha na drenagem com tubo torácico
  • Presença de múltiplas divisões no líquido
  • Espessamento importante da pleura
  • Dificuldade de expansão pulmonar


Tipos de cirurgia para empiema pleural


A escolha do procedimento depende do estágio da doença.


A
videotoracoscopia é uma técnica menos invasiva que permite fazer a limpeza da cavidade e permite uma recuperação mais rápida.


Enquanto a
decorticação pulmonar possibilita a retirada da camada fibrosa ao redor do pulmão, facilitando a reexpansão pulmonar. É um procedimento indicado em fases mais avançadas.


Benefícios da cirurgia quando indicada


Quando bem indicada, a cirurgia pode trazer melhora significativa, como:


  1. Alívio da falta de ar
  2. Controle da infecção
  3. Redução dos sintomas
  4. Recuperação da função pulmonar


A importância do diagnóstico precoce


Identificar o empiema pleural nas
fases iniciais pode evitar a necessidade de cirurgia.


Com um diagnóstico precoce o tratamento é menos invasivo, existe um menor tempo de internação e a recuperação é mais rápida.


Quando procurar avaliação médica


Alguns sinais indicam a necessidade de avaliação especializada.
Procure atendimento se houver:


  • Febre persistente após pneumonia
  • Dor no peito ao respirar
  • Falta de ar progressiva
  • Tosse com secreção


A investigação precoce pode mudar a evolução do quadro e facilitar o tratamento.


Perguntas frequentes



  • O que é empiema pleural?

    O empiema pleural é uma infecção no espaço entre o pulmão e a parede torácica, onde ocorre acúmulo de pus, dificultando a expansão do pulmão e a respiração.


  • Quais são os sintomas mais comuns do empiema pleural?

    Febre persistente, dor no peito, falta de ar, tosse e cansaço são os sintomas mais frequentes.


  • Como é feito o diagnóstico do empiema pleural?

    O diagnóstico envolve avaliação clínica, exames de imagem como tomografia e análise do líquido pleural obtido por drenagem.


  • Quais exames ajudam a decidir se a cirurgia é necessária?

    A tomografia do tórax é essencial para avaliar a extensão da infecção e identificar áreas que dificultam a drenagem, orientando a decisão cirúrgica.


  • A drenagem com tubo sempre resolve o empiema pleural?

    Não. Quando o líquido está espesso ou dividido em compartimentos, a drenagem pode não ser suficiente, sendo necessária intervenção cirúrgica.


  • A presença de septações muda completamente o tratamento?

    Sim. As septações dificultam a drenagem do líquido e são um dos principais fatores que indicam a necessidade de procedimentos mais invasivos.


  • Quais tipos de cirurgia podem ser realizados no empiema pleural?

    Os principais são a videotoracoscopia, que é menos invasiva, e a decorticação pulmonar, indicada em casos mais avançados.


  • A cirurgia para empiema pleural é segura?

    Sim, quando bem indicada e realizada por equipe especializada, a cirurgia costuma ter bons resultados e melhora significativa dos sintomas.

  • Quanto tempo leva a recuperação após a cirurgia?

    A recuperação varia conforme o caso, mas geralmente é mais rápida em procedimentos minimamente invasivos e depende da condição clínica do paciente.


  • É possível evitar cirurgia no empiema pleural?

    Sim, em muitos casos. O diagnóstico precoce e o tratamento adequado nas fases iniciais aumentam as chances de resolução sem necessidade cirúrgica.



Cirurgia torácica em São Paulo | Dra. Letícia Lauricella


O empiema pleural é uma condição que exige atenção e tratamento adequado para evitar complicações.
Embora nem todos os casos necessitem de cirurgia, ela se torna fundamental quando há falha do tratamento clínico ou quando a doença evolui para fases mais avançadas. Entender os sinais de alerta e buscar avaliação médica no momento certo é essencial para um bom desfecho. Se você ou alguém próximo apresenta sintomas persistentes após uma infecção pulmonar, já considerou investigar a possibilidade de um empiema pleural com um especialista?


Se você está em busca de um especialista em cirurgia torácica, sou a
Dra. Leticia Lauricella, formada em Medicina na Universidade Estadual de Campinas (UNICAMP), e especialista em Cirurgia Torácica pela  Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP). Sou membro titular da Sociedade Brasileira de Cirurgia Torácica (SBCT) e proctor de cirurgia torácica robótica no Einstein Hospital Israelita. Atuo em hospitais em São Paulo e tenho como objetivo oferecer aos meus pacientes as opções mais avançadas e eficazes de tratamento, ao mesmo tempo em que busco contribuir para o avanço da ciência médica por meio da pesquisa. Para mais informações navegue no site ou para agendar uma consulta clique aqui.



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